27 de novembro de 2015

No dia 27 de novembro de 2015, o Lab do Danilo publicou um artigo que aborda uma das questões mais intrigantes da física do cotidiano: Por quê os navios não afundam e os submarinos afundam? O texto explica de forma prática os conceitos de densidade, empuxo e flutuação, mostrando como objetos aparentemente pesados conseguem boiar ou controlar sua profundidade.

Se você já parou para pensar como um navio de aço, carregado de contêineres, consegue flutuar enquanto um submarino consegue tanto navegar na superfície quanto submergir, a resposta está no Princípio de Arquimedes. Vamos revisar esses conceitos fundamentais e entender a física por trás das embarcações.

O que é empuxo?

Empuxo é a força vertical para cima que um fluido (líquido ou gás) exerce sobre qualquer corpo nele imerso. O matemático grego Arquimedes descobriu que essa força é igual ao peso do volume de fluido deslocado pelo corpo. Em termos simples: E = ρ · V · g, onde ρ é a densidade do fluido, V é o volume deslocado e g é a aceleração da gravidade. Essa força ascendente é quem determina se um objeto afunda, flutua ou permanece em equilíbrio submerso.

Por que os navios não afundam?

Um navio é projetado com um casco oco, ocupando um grande volume. O aço é mais denso que a água, mas a densidade média do navio (massa total dividida pelo volume total) é menor que a da água porque a maior parte do seu interior é preenchida por ar. O enorme volume de água deslocado pelo casco gera um empuxo igual ao peso do navio, mantendo-o flutuando. Quanto mais carga ele recebe, mais afunda um pouco, deslocando mais água até o empuxo equilibrar o novo peso. O formato do casco é cuidadosamente calculado para maximizar o deslocamento de água sem comprometer a estabilidade.

Como os submarinos controlam a profundidade?

Os submarinos possuem tanques de lastro que podem ser preenchidos com água ou com ar comprimido. Quando os tanques são enchidos com água, a densidade média do submarino aumenta, tornando-se maior que a da água, e ele submerge. Para emergir, ar comprimido é utilizado para expulsar a água dos tanques, reduzindo a densidade média e fazendo o submarino subir. Esse controle fino permite que o submarino não apenas flutue e submerja, mas também se mantenha em uma profundidade específica — essencial para missões militares e pesquisas oceanográficas.

Aplicações do princípio de Arquimedes no dia a dia

O empuxo não explica apenas o funcionamento de navios e submarinos. Ele também está presente quando um balão de ar quente sobe (o ar aquecido é menos denso que o ar frio), quando um peixe usa sua bexiga natatória para se manter em determinada profundidade, ou quando sentimos que objetos parecem mais leves dentro da água. Entender esses conceitos ajuda a resolver problemas práticos de engenharia e a apreciar como a física está em toda parte.

Postagem publicada em 27 de novembro de 2015

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